CALHANDRICE EM DIA DE PICA-BOIS

Diz-me, quando estás ausente, nos longos fins de semana que não te sinto as palavras, também não me sentes? Não recordas? Terás a vontade de guardar em memórias presentes aquilo que nos sinto?
A tina de água com bolhas que ilustra o código do nosso estar, o champanhe que alude àquela música de quem já cá não mora, o cigarro atrevido e isolado à porta do palácio do prazer, ou até as expressões que me mostras, iluminam-te no teu seguir viagem diário, ou apenas nos é familiar quando trocamos sensações escritas vertidas pela memória do que foi?
E foi?
Ou apenas aconteceu, sem acontecer-te? As marcas que me sentes nas palavras codificadas ainda que públicas, reflectem a paixão de um coração inabordável que dura mas não perdura.
E a ti?
A intensidade dessa paixão é proporcional às paredes que são erigidas - eventualmente por mim.

2 comentários:

MG disse...

Estranhos códigos, mas para bom entendedor...

Beijo,
MG

NS disse...

... Meia palavra basta.

Bj,
Nuno