DEIXE-SE MARCAR POR QUEM PASSOU


Absolutamente alinhado com a ciência da Causalidade, as escolhas que fazemos ao longo de um percurso não determinam apenas os factores externos ao nosso EU interior, como quem conhecemos, quem amamos, o que fazemos ou como lá chegamos. Determinam também a nossa própria forma de estar e de viver. O nosso coração, a nossa saudade ou o nosso sorriso.
Alguém demasiado focado em determinada tarefa, princípio, ofício, não demorará muito a estar rodeado de vazio humano, sem ter alguém com quem partilhar momentos e sentimentos, e sem que com ele estes sejam partilhados. Alguém muito preocupado em ordenar, mandar, dirigir sem que com respeito tenha atingido esse estádio, estará em pouco tempo a comandar um exército de bolhas de ar sem eco. E muito provavelmente nem dará conta que isso aconteceu.
Um indivíduo que não dê pela passagem de outro na sua vida, não retirará nada que o outro queira oferecer, não dará nada em troca, não haverá proveito. Haverá solidão exponencial no percurso da sua vida.

“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós.”

Morreu Antoine de Saint-Exupéry. O avião que pilotava desapareceu, faz hoje 66 anos.
Esta é a breve homenagem ao homem e ao escritor de “O Pequeno Príncipe” ou “Terra dos Homens”, entre outros.

5 comentários:

Momentos Anónimos disse...

O que é essencial é invisível aos olhos, só se vê com o coração...
bj
cp

NS disse...

Precisamente CP. Gosto de te ter por cá. :)

O essencial só se vê com os restantes sentidos para além dos habituais 5...

Bjs,
Nuno

Momentos Anónimos disse...

É um conto muito belo e de uma deslumbrante poética que nos mostra uma profunda mudança de valores e nos ensina como nos equivocamos na avaliação das coisas e das pessoas que nos rodeiam e como esses julgamentos nos levam à solidão. Entregamo-nos às nossas preocupações diárias, tornamo-nos adultos de forma definitiva e esquecemos a criança que fomos. "O Principezinho" é uma obra eterna e um verdadeiro Património da Humanidade.

bjs cp
PS Não me chames CP!!!

NS disse...

Cristina,

Neste conto aprendemos a relativizar tudo o que transcende as relações humanas, para que, como dizes, não nos vejamos sozinhos sem disso darmos conta.

(Eu chamei-te CP porque assinaste CP :)))

Bjs,
Nuno

Momentos Anónimos disse...

:-)