MENINA II

Amadurecer e morrer são quase sinónimos naquela estrada. Pugna mas não alcances e continua a tentar. Menina sim, mas já não tão dura nem amarga, sentimentos agora ausentes porque lhe foi mostrado o caminho por quem com ela priva, porque já não há lugar à probidade pelo desconhecido, ou porque encontrou um ser de armadura mas permeável.
Na realidade não interessa muito conhecer a pedra de toque, mas sim a doçura que de súbito se apoderou daquele ser lindo e de discurso inebriante.
Continua menina, continua ligeiramente adormecida, mas encontrou o trilho que a levará a sentir. Menina.

6 comentários:

Momentos Anónimos disse...

Gosto de amadurecer a cada nova experiência e espero morrer bem amadurecida, porque amadurecer é sinónimo de viver.
bjs
cp/momentos anónimos

NS disse...

Olá Cristina.

De uma forma prática também concordo. Pretendi aludir a Victor Hugo, que o referiu filosoficamente tentando mostrar que levamos tanto tempo a amadurecer, que quando o atingimos, estamos no final do percurso da vida.

Bjs
Nuno

Momentos Anónimos disse...

Não há fim de percurso. Há mudança de curso.....
Vitor foi uma criança precoce, talvez tenha amadurecido cedo demais.
Dele só li Notre-Dame de Paris Nossa Senhora de Paris
Sou uma apaixonada por Quasímodo, o Homem perfeito!
bj

cp

NS disse...

:)

Bjs

Carlinha disse...

Olá Nuno,

Esta personagem é a mesma dos postes do "Quarto do Vazio"?

Beijinhos
Carlinha P.

NS disse...

Olá Carlinha,

Este personagem não é o mesmo.
No "Menina" e no "Menina II", trata-se de um personagem - que ainda está a ser construído - novo, mas a cultiva-se a uma considerável velocidade.
Quanto ao "Quarto do Vazio", ou a Júlia, retrata uma senhora com traços de menina, mais evoluída e que sabe exactamente o que quer da vida. São portanto estilos radicalmente diferentes.

Bj,
Nuno