DAS UTOPIAS

O medo da vontade, da dor, baptizou as utopias.
Perder o "só" não significa perdê-las, mas transformá-las.
As utopias existem, sim, mas apenas quando fechamos os olhos e as vemos, e aí passam a chamar-se de forma diferente. Passam a ser um manancial de sujeitos e predicados que apenas podem ser sentidos. Através dos sentidos. Dos outros sentidos e dos sentidos dos outros.
Poucos conhecerão o que deixou para esses de ser uma utopia, e apenas a esses está reservado o privilégio do uso de uma pedra angular que as decifre e sustente.

2 comentários:

Miss Joana Shag well disse...

O "só" não é de "só isso" nem é de solidão. O "só" é de localização. Há coisas que terão o lugar delas nas memórias, já não estarão presentes. "Mas preferi a dor de uma eternidade só nas memórias do que (...)" O "só" está muito bem onde está, cada coisa no seu lugar; não se podem manter todas as dores na nitidez do presente, algumas vão para a gaveta do passado. :) Das utopias não comento, eu até já vi Musas. :P

Obrigada, Nuno. :)))

Beijos

NS disse...

Sabes, eu passei a gostar muito deste "só". Este "só" de localização já pintou páginas com letras, introduziu terceiros no buque, fomentou post's, enfim...

Não tens que agradecer, a inspiração deste vem do link que lá creditei. :))

Bjs,
Nuno