Vou...


Vou brilhar-te o ser, libertar a lágrima que te cai na alegria, agitar-te o coração, visível no pulsar dos teus seios. Ver brilhar o Sol que irradia no teu peito e a Lua que nos enamora a noite, contidos no brilho dos teus olhos. Quando me olham. Quando me invadem o espírito, e entram, e reviram, e revolvem, e saltam para fora de mim em explosão apoteótica de sentir.
Quero carregar em mim o cheiro do amor nocturno que a tua pele impregnou na minha, levá-lo pelas ruelas do meu dia e chegar a mais uma noite devolvendo-te o suor quando os nossos corpos voltarem a ocupar o mesmo espaço.
Quero não acordar... aprisionar-me neste sonho que me aconteceu.
E um dia, chegado o entre-acto da vida, reviver contigo esta espiral idílica no derradeiro adormecer... e não mais acordar.

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